domingo, 2 de setembro de 2012

O Botafogo com quatro atacantes



Alô Galera alvinegra do Brasil!



Hoje tem Fogão contra o Coxa, no Engenhão. A partir das 18h30 estaremos diante de um  confronto inusitado em que aparecem de um lado, o contestado ataque botafoguense e de outro, a pior defesa do Brasileirão até aqui, com 37 gols sofridos em 20 rodadas. 

A coisa poderia ser pior pro lado deles, já que o Coritiba joga sem seus zagueiros titulares: Emerson, Escudeiro e Pereira. Mas do outro lado estará o cambaleante e sonolento Botafogo. O ataque alvinegro, que já foi um dos mais efetivos no começo do campeonato, hoje está reduzido a um único "atacante" - o improvisado, estabanado e apenas esforçado Elkeson.

Em razão dessa carência de atacantes, fruto de uma opção tática exclusiva do técnico Oswaldo Oliveira, o time vem sendo muito contestado pela torcida que não perdoa a falta de efetividade no setor que acaba por comprometer o desempenho geral da equipe que permanece estacionada na tabela. 

Apesar dos problemas no setor defensivo onde nascem as jogadas, tão ou mais graves dos que os lá da frente, o time vai bem na armação até a intermediária, mas falta o homem pra concluir as jogadas e colocar a bola na rede.

A queixa maior do torcedor é relativa ao verdadeiro desmanche promovido pelos dirigentes, no setor. Foi uma perda significativa e simultânea dos atacantes que estavam no elenco no começo da temporada.  Debandaram de uma só vez, por motivos variados, Jóbson, Alex, Caio, El Loco, Herrera e Maicosuel - uma base considerável, por ação direta da diretoria (leia-se M. Assunção e A. Barros) e conivência, até que se pronuncie ao contrário, do treinador que hoje forma com os dois personagens, o trio parada-dura (de aguentar) da crise instalada em General Severiano. Uma situação desagradável que eles mesmos criaram e fomentam com a passividade irritante diante dos fatos. 

Um agravante: A reposição não foi feita a tempo e nem na quantidade e qualidade necessária e esperada pela torcida. Ainda hoje não se percebe movimento no sentido de reparar essa falha grotesca de planejamento ou má fé. No frigir dos ovos, sobrou para o contestado Rafael Marques - especialista indicado pelo "professor" que, pela providência divina, se contundiu e saiu do olho do furacão.

Houve um tempo em que o Glorioso jogava com quatro atacantes de ofício: veja a foto onde aparecem o ponta-direita Rogério, o centroavante Roberto Miranda, o ponta de lança Jairzinho (o Furacão da Copa) e o ponta esquerda Paulo Cézar Caju. 

Esse quarteto fantástico era alimentado pela classe do meio de campo Gérson (O Canhotinha de ouro) que, além de figurarem na vasta galeria de ídolos botafoguenses, ainda estão por aí entre nós e podem dar seu testemunho do quanto era lindo esse futebol de gols e conquistas. Todos eles com honrosas passagens pela Seleção Brasileira. 

Quem os viu em campo ou tomou conhecimento desse momento mágico de nossa história não pode e não deve se contentar com tão pouco. 

Somos conscientes e não exigimos cinco craques desse naipe num time só, na atual conjuntura do futebol brasileiro, até porque essa constelação foi fruto da divina providência e, portanto, um fenômeno raro.  Mas isso não quer dizer que temos que aceitar tanta mediocridade no planejamento e na composição de nosso elenco a cada temporada. São erros que se repetem sistematicamente.

Somos movidos à paixão e ela deveria ser considerada como item prioritário no planejamento do futebol alvinegro a cada começo de ano e não é isso que temos visto pelas bandas de General. São lampejos de boas ações administrativas e boas atuações em campo que, de tão insipientes e inconstantes, se vão com a mesma rapidez que aparecem.

Esse longo desabafo serviu pra mostrar que o amor é tão grande por essa solitária estrela que as frustrações acumuladas há anos logo dão lugar a uma esperança infinita de que as coisas vão fluir do jeito que merecemos, já no próximo apito do árbitro iniciando mais uma partida.

É com esse sentimento que - aqui distante dos fatos, mas ligado em tudo que acontece, desejo à imensa Nação Alvinegra que lá estará ao lado do time, um bom dia de protestos que possa ser coroado com uma honrosa vitória do Fogão, a despeito de tudo e de todos aqueles que pouco se importam com tudo isso que aqui registrado.

Em tempo: a presença da Musa Milena Machado é pra dar sorte na partida de hoje já que na última matéria em que apareceu o time se houve bem e ganhou do Palmeiras por 3 a 1, no Engenhão, apesar do resultado não ter sido suficiente pra avançar na competição Sul-Americana. Não custa nada ser supersticioso a um autêntico botafoguense!


Por Felip@odf/BotafogoDePrimeira



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pós-Jogo Botafogo 0x0 Flamengo



Opinião do Torcedor


 Derek Rocha




Salve Nação Botafoguense!

Este é o 4° vídeo produzido pelo comentarista botafoguense Derek Rocha publicado em nosso blog.


Nele, Derek faz uma análise do jogo de ontem contra o Flamengo, destacando os números da partida que bem explicam o empate sem gols. Elogia o desempenho de Seedorf e faz restrições sobre a atuação de Lodeiro como meia avançado.

Saiba também quem pode desfalcar o Fogão na próxima partida, quinta-feira, contra o São Paulo, às 21h00, no Morumbi, pela abertura do returno do Brasileirão.

Veja a análise e comente aqui no blog e no canal de vídeo dele (link abaixo)

Confiram aí:






Canal de vídeo: http://www.youtube.com/user/BotafogoNaNetOficial?feature=mhee

Por BotafogoDePrimeira


Urubu escapa do Exterminador



Evento criado por Felipão Df destinado ao congraçamento das torcidas do Botafogo pelo Brasil


Os gringos Seedorf e Cáceres esbanjam qualidade no
clássico no Engenhão (Foto: Satiro Sodré / Agif)
Clarence Seedorf começou, contra o Dragão Goiano, sua saga rumo ao título do Brasileirão - seu principal objetivo ao se transferir para o Glorioso. Para atingi-lo, colocou na cabeça que, dentre outras coisas, precisaria bagunçar a vida dos times rubro-negros que cruzassem seu caminho.

Assim foi feito na primeira oportunidade em que isso aconteceu, marcando um golaço contra o Dragão em seus próprios domínios. Um gol com o "Selo SEEDORF de Qualidade", aquele que seria seu primeiro gol com a 10 do Fogão.

Esse bom começo foi um sinal de que as coisas iriam acontecer conforme planejado. Tanto que, já na segunda oportunidade, contra o Leão do Norte, Seedorf foi novamente decisivo. Dessa vez o embate foi no Engenhão, sua nova casa no Brasil.

Após um começo equilibrado, as equipes voltaram à luta modificadas e a tropa de Seedorf desferiu o primeiro golpe no rubro-negro pernambucano. Elkeson mandou um chicote certeiro que venceu pela primeira vez a meta adversária. A seguir a estrela de Seedorf, O exterminador brilhou pela segunda vez. Retomando uma bola na intermediaria, o meia partiu decidido em direção ao gol e desferiu o golpe mortal contra o Leão, que já cambaleava. Gol de Seedorf, o segundo com o manto glorioso do Botafogo.Tombava assim, diante de seus pés, mais um rubro-negro.

A sequência da saga colocou em seu caminho o terceiro rubro-negro, nesse domingo (26), tradicionalmente, o mais encorpado deles. O Exterminador, dessa vez, iria enfrentar um Urubu malandro.

O duelo prometia e o primeiro período de combate confirmou as expectativas com muita correria e equilíbrio de forças na arena do Engenhão que, nessa oportunidade, não significava vantagem pra nenhum dos lados. Alguns ataques se sucederam de lado a lado com lances bonitos de Seedorf - executando passes precisos se contrapondo aos desarmes eficientes do rubro-negro Cáceres, pelo Urubu.
No decorrer da disputa a tropa de Seedorf parecia respeitar demasiadamente o adversário e pouco se arriscava no ataque, talvez por ser um clássico. As linhas de defesa prevaleciam sobre os artilheiros e o resultado não poderia ser outro que não a igualdade no placar. Nenhum dos combatentes aptos para a peleja se mostrou inspirado o bastante pra decidir a partida. 

A essa altura, já no segundo tempo, "quem mantinha o bom nível era o holandês Seedorf. O camisa 10, aos plenos 36 anos, ainda ganhava a bola na corrida de garotos. Além do vigor físico e dos belos passes, assustou em boa cobrança de falta, para fora" (ge).

Os 15.090 pagantes até tentaram empurrar as equipes pra frente mas nenhuma delas se mostrou forte o bastante pra vencer o "inimigo". Decisão adiada e um distanciamento perigoso do objetivo final. A tropa de Seedorf fecha o turno com 28 pontos, na sétima posição, longe do G4 assim como o inimigo que dessa vez saiu inteiro.

E a saga continua...

Acompanhe a trajetória do Exterminador de Rubro-negros, acessando, comentando e compartilhando essa história diária rumo ao objetivo final.


Acesse o link do evento e comente: https://www.facebook.com/events/365648813507120/permalink/365888050149863/?notif_t=like


Um Evento de Felip@odf/ BotafogoDePrimeira