sexta-feira, 9 de maio de 2014

Tudo por uma vitória



O Botafogo enfrenta o Criciúma, às 21h, no Maracanã, precisando de uma vitória. O time não vence a seis jogos e completou 50 dias sem triunfo nesta quinta-feira (8). A última aconteceu no dia 19 de março, ainda pela Copa Libertadores quando venceu o Independiente del Valle, do Equador, por 1 x 0, no Maraca, gol do El Tanque Ferreyra. 



Em três partidas no Brasileirão sob o comando de Mancini o clube somou apenas um ponto do empate contra o Inter, em casa, e ocupa a penúltima posição na tabela, o que vem deixando o torcedor alvinegro muito preocupado.

Pra reverter essa incômoda situação, o Bota não contará com a ajuda do meia Carlos Alberto - seu mais novo contratado, que continua entregue à preparação física em busca de uma melhor condição de jogo. Em compensação, Emerson Sheik não será problema e está relacionado para o jogo depois de ficar de fora de alguns treinamentos da semana por um corte no pé. Lodeiro, contundido, não joga e será substituído por Jorge Wagner.

Dando sequência à reformulação do elenco após as péssimas campanhas no Estadual e Libertadores, o volante Renato rescindiu seu contrato com o clube depois de três anos vestindo a camisa 8 alvinegra e deve assinar com o Santos de Oswaldo de Oliveira. O jogador, que completará 35 anos na próxima semana, se despediu dos companheiros, no Engenhão:

- é um ciclo que termina. Quero agradecer a todos os torcedores. Nós sabemos que nunca vamos agradar a todos, mas as críticas são construtivas. E voltar a trabalhar com o Oswaldo é maravilhoso.

Marcelo Mattos segue fora e deve se submeter a uma cirurgia para corrigir problemas no quadril, com previsão de retorno após a Copa.

O Bota deve entrar em campo neste sábado com Jefferson, Edilson, Bolívar, Dória e Junior Cesar; Gabriel, Bolatti, Jorge Wagner e Daniel; Zeballos e Emerson.


Esse é o panorama do Botafogo antes do jogo que pode ser o da redenção. Assim esperamos todos!

Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Com tranquilidade, Mancini vai mudando a cara do Fogão





Depois de empatar com o Inter por 2 a 2 no Maracanã, na última rodada, o Botafogo se prepara para encarar o Bahia no próximo domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Com apenas duas semanas de trabalho, o técnico Vágner Mancini dá mostras de que já "entendeu" o elenco alvinegro. Paulatinamente, vai deixando de lado o time "experiente" que sucumbiu na Libertadores - que tinha por base os veteranos Bolivar, Julio Cesar, Marcelo Mattos, Jorge Wagner e El Tanque - e segue promovendo alterações na estrutura da equipe com o intuito de encontrar uma formação mais ágil que dê nova identidade ao time.

Estava claro que a equipe de Hungaro era muito lenta na saída da defesa para o ataque e time de uma jogada só. Não dava pra deixar a armação das jogadas com Jorge Wagner e Lodeiro. Falta ao primeiro uma melhor condição técnica e vigor físico para a função e ao segundo, uma melhor leitura do jogo. O uruguaio enrola demais até definir uma jogada e, em má fase técnica, não consegue acertar um simples passe de 2 metros desperdiçando inúmeras oportunidades de contra ataque. Se ainda não perdeu a posição de titular é por pura carência do elenco que continua com poucas opções na posição.


Depois das últimas mudanças na estrutura do time - barração da dupla de ataque Ferreyra e Walyson e a efetivação de Lucas na lateral direita - o próximo a se rifado deve ser Bolivar que tem falhado seguidamente. Desses, faço ressalvas apenas ao espírito de luta de El Tanque que continua a ser uma boa opção para mudar a forma do time jogar, em caso de necessidade.

Mesmo com as modificações - a efetivação de Zeballos na frente com Sheik, que estreava - o time não deslanchou de cara e demonstrou as mesmas dificuldades do jogo contra o São Paulo. Resultado: levamos dois gols do Inter com extrema facilidade em falhas individuais e coletivas grotescas e recorrentes.

Mas o time voltou modificado para o 2o. tempo e o que parecia improvável se concretizou com o empate em 2 a 2, depois de um enorme esforço individual e coletivo da equipe. Mancini mostrou nesse jogo e desde que chegou, possuir as maiores virtudes de um técnico que é enxergar as variáveis do jogo e não ter medo de mexer a qualquer tempo. Foi assim que voltou do vestiário com Junior Cesar no lugar do fraco Julio Cesar - muito vaiado depois de dar mole no 1o. gol colorado - e Daniel no lugar do improdutivo Jorge Vágner, dando outra cara a equipe. 


Porém, foi o acaso que determinou a última e decisiva mexida com a entrada do Edilson improvisado de volante na vaga do "quase expulso" Aírton. O lateral entrou muito bem no jogo mostrando toda sua força e impulsividade no jogo. Lançou Lucas pela direita, que cruzou pro Sheik marcar de cabeça o seu primeiro gol com a 7 do Glorioso. Contagiado pelo ímpeto e vontade do estreante, o Bota conseguiu o empate com Zeballos que escorou um belo cruzamento dele, dessa vez, pela direita, sacramentando o merecido empate.

Mesmo com pouco material humano à disposição, Mancini vai juntando os cacos dos recentes fracassos e, tirando leite de pedra, vem mudando a cara do Fogão.

Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Uma crise sem data para acabar



O Botafogo estreou no Brasileirão no último domingo e foi derrotado por 3 a 0 pelo o São Paulo, no Morumbi, com uma atuação abaixo da crítica. A facilidade com que o Alvinegro foi batido deixou a torcida preocupada e chamou a atenção da imprensa que vem publicando, seguidamente, matérias sobre a situação caótica do clube que, com as rendas bloqueadas na justiça, vive uma crise sem precedentes que ninguém sabe como vai acabar.

Não se sabe se por influência dos salários atrasados ou pela baixa qualidade técnica do elenco, ou ainda pela ressaca da desclassificação vergonhosa na Libertadores, a verdade é que pagamos mico em São Paulo ao sermos batidos com extrema facilidade. É duro constatar que o fraco "time da Libertadores", por circunstâncias repetido por Mancini, fracassou novamente.

Apesar do otimismo do treinador antes do jogo, não houve empenho dos jogadores que se apresentaram totalmente descoordenados em campo. Facilitaram as coisas para o time paulista que,  na avaliação dos cronistas, é forte candidato ao título. Sob o olhar atônito de Mancini, o time se apresentou totalmente desmotivado e sem nenhuma noção de conjunto, condição minimizada apenas em parte do 2o. tempo com as modificações processadas pelo técnico (Bolatti, Zeballlos e depois Lucas) quando, em decorrência do péssimo 1o. tempo, já tínhamos entregado o jogo.

Entramos com El Tanque na frente mas não houve nenhuma jogada que aproveitasse suas características. O grandalhão correu feito um doido tentando marcar a saída de bola do adversário sem que tenha recebido uma única bola de seus companheiros. Wallyson, como tem acontecido nos últimos jogos, se escondeu em campo até ser substituído e é o principal candidato a deixar o time.

Não vale nem a pena analisar a atuação individual dos outros jogadores diante da bagunça generalizada em campo. Nem mesmo a possibilidade de contar com Zeballos e Sheik no próximo jogo, no Maracanã, é capaz de devolver a confiança ao torcedor alvinegro que já fala em rebaixamento.

Por fim, olhando a cara desolada do inerte Presidente na reapresentação do time ontem, nos faz crer que o fim dessa terrível crise ainda está longe de acontecer.

Deus salve o Botafogo.

Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com