sábado, 4 de maio de 2013

RECOMENDO: Estrela Centenária de Botafogo – General Severiano, 100



Caros amigos de camisa, recomendo a todos aqueles que tem como guia uma estrela (solitária), a leitura do belo texto de Mauro Beting publicado em seu blog, no Lancenet, em homenagem aos 100 anos de inauguração do estádio de General Severiano (1913).

Com extrema felicidade e poesia, o jornalista discorre sobre a grandiosa história do Botafogo relatando fatos e exaltando personagens desde a inauguração do estádio até os dias atuais. Termina dizendo que "quando o Botafogo está em General Severiano, não precisa nenhum atleta, nem árbitro, nem bola. Basta uma estrela. A estrela centenária.

Na véspera de mais uma decisão de campeonato, por ironia do destino, longe de sua casa (a final será no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda), nada melhor do que relembrar os fatos marcantes que ilustram esse centenário e que podem servir de inspiração aos nossos bravos jogadores para a conquista de mais um título carioca, escrevendo seus próprios nomes no livro de ouro dessa gloriosa história.

Avante Botafogo! E boa leitura...


por Mauro Beting

A razão e a ciência tentam explicar o mundo. Para todas as outras coisas inexplicáveis existe o Botafogo.

“Enquanto todos os outros torcedores vão ao jogo de futebol para escapar da vida, nós, botafoguenses, vamos ao estádio para entendê-la melhor”. Explica João Moreira Salles, um dos selecionados no escrete de finíssima arquibancada gloriosa que escala Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, Luis Fernando Verissimo, Otto Lara Resende, Ivan Lessa, Armando Nogueira, João Saldanha, Paulo Mendes Campos, Glauber Rocha, Fernando Sabino, Olavo Bilac, Antonio Candido, Sandro Moreyra, Emir Sader. Tantos alvinegros de berço e de General Severiano.

São cem anos do estádio do clube que mais atletas cedeu à maior seleção do futebol mundial. São 60 anos de um treino em que o craque-bandeira Nilton Santos levou um baile de um anjo diabólico que driblava certo com pernas tortas. Quando Mané Garrincha ganhou um lugar no clube e na história do futebol. Gênio e Alegria do Povo. Craque tipicamente botafoguense. Pode existir outro atleta neste mundo como o E.T. Pelé. Mas um novo Mané, daquele jeito, naquelas pernas, isso não existe. Isso é Botafogo. Aquilo foi em General Severiano, em 1953. Onde todos os grandes craques e ídolos do clube atuaram até o último jogo, em 1974. Onde Heleno foi ele no melhor jeito e nos melhores jogos.

Garrincha não se explica pela ciência e pela bola. Botafogo não quer e não pede explicação. Como diz o botafólogo Lúcio Rangel: “Eu não gosto de futebol. Gosto do Botafogo”. É isso. Não precisa ter título – e tem muitos. Não precisa ter craque – e teve tantos. Não precisa ter um estádio – teve vários. Não precisa ter mais torcida, mais dinheiro, mais poder, mais vitórias, mais, muitos. Só precisa Mané. Só precisa de um canto para ser Botafogo. Não precisa nem mesmo ter uma casa. Pode alugar. Pode arrendar. Pode demolir. Pode tudo. Pode até ficar errando de campo em cancha.

Mas é preciso Botafogo. Por mais impreciso que seja.

É preciso contar General Severiano. Lar do Glorioso. Da Estrela Solitária até quando o clube e os cofres se perderam num buraco negro.

Botafogo da primeira cancha na Humaitá até o ground da Voluntários da Pátria – que foi vendido e virou rua General Dionísio (sempre existem patentes estreladas na história única do Botafogo). Quando o clube ficou com apenas 12 sócios em 1912, Marechal Hermes da Fonseca (mais um estrelado, e que não se perca pelo nome…) deu ao Botafogo a concessão do terreno na rua General Severiano por sete anos – outro sete cabalístico do clube de Mané, de Maurício e de Túlio Maravilha.

Os abnegados botafoguenses (uma redundância) construíram o campo que só podia inaugurar no ano 13. 1913. No Dia 13. Treze de maio. 13 de maio de 13. Saravá, Zagallo – e não preciso contar quantas letras tem a frase anterior.

Só podia ser em Botafogo. No Botafogo. Não tinha mais match na pedreira da Assunção, ou na charneca da rua São Clemente. O que era um casarão em ruínas no bairro virou um campo para treinar. Para jogar. Para ser Botafogo. Para colocar luz no estádio em 1930. Para fazer drenagem pioneira no país. Para fazer campanha por cimento e ampliar as arquibancadas para 25 mil pessoas, reinaugurando a praça de futebol em 1938, com vitória sobre o Fluminense. Dez anos antes do último título conquistado no lindo estádio de espírito. O Estadual de 1948. Com vitória sobre o Vasco.

General Severiano em 1938. FONTE: WIKIPEDIA

As grandes datas de General Severiano sempre têm um rival vencido. Como no primeiro clássico. Em 1913. Um a zero no Flamengo. Gol de Mimi Sodré. Sem mimimi. Só mais um fino craque de bola e sem cartola. Não por acaso, outra expressão nascida em General Severiano: “cartola” para definir um dirigente de clube.

Por mais inefável que tenha sido um diligente como o dirigente Carlito. Não houve cartola no clube e no Brasil como Carlito Rocha. Ele amarrava e dava nós nas cortinas do palácio Wenceslau Brás para travar e marcar os rivais… Ele, Carlito, que adotou Biriba. Cão preto e branco que virou craque campeão estadual em 1948. Só por que em um jogo de aspirantes contra o Madureira o cachorro invadiu o gramado durante e partida. Virou mascote. Virou símbolo. Virou Botafogo.

General Severiano onde Carlito Rocha viu “sangue, suor e lágrimas dos botafoguenses”. Onde só se viu quase tudo isso – menos botafoguenses – na venda da área de General Severiano para a Companhia Vale do Rio Doce, em 1977. Quando o clube virou suburbano em mais uma patente estrelada – Marechal Hermes. Depois atravessaria a ponte para jogar em Niterói, em Caio Martins. Este século faria festa e jogos no Engenhão.

Mas quando ficou distante de Botafogo, a partir de 1977, o clube se perdeu por muito tempo. Nada mais ganhou até 1989. Em 1995, quando voltou a ser o maior do Brasil, foi no mês em que o clube voltou definitivamente a General Severiano. No estádio onde se vê o Corcovado e o Pão de Açúcar. Onde Carlito, nas tardes cinzas como as meias gloriosas, pedia ao roupeiro Aloísio para que soprasse as nuvens que cobriam o Cristo Redentor para que ele pudesse enxergar o Glorioso… Coisa de Carlito. Caso de Botafogo. Na casa alvinegra por excelência. Por uso campeão.

O Maracanã foi tirando o Botafogo de General Severiano a partir de 1950. Mas jamais o Botafogo tirou General Severiano da alma. É mítico. É um mistério. É de quem tem estrela. “O Botafogo é mais que um clube. É uma predestinação celestial”, defendia Armando Nogueira. Um que veio do Acre para ver naquele pedaço de terra do Rio muito do que é o futebol. Não apenas pela qualidade. Mas por aquilo que não se quantifica. Poucas coisas são tão “futebol” quanto o Botafogo. Essa perfeita imperfeição inventada pelo homem tem no clube carioca umas das mais precisas traduções e preciosas tradições.

Paulo Mendes Campos, sumidade botafoguense (outra redundância), disse que o “o Botafogo é um menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol.” Com tantas casas e mudanças, o clube até pode ter se perdido. Mas raros são os casos no futebol de clubes que voltam para casa. Raríssimos têm um lar com tanta história como aquela rua de Botafogo.

Aquele menino da rua General Severiano, de fato, ganhou no drama do esporte uma história centenária de vida. “Quando o Botafogo está em campo há sempre mais coisas entre uma trave e outra além de 23 sujeitos e uma bola”, afirma João Moreira Salles.

Quando o Botafogo está em General Severiano, não precisa nenhum atleta, nem árbitro, nem bola. Basta uma estrela.

A estrela.

Centenária.




Mauro Beting, jornalista esportivo há 22 anos. Não viu jogo em General Severiano em 46 anos de vida. Mas não precisa ter visto para saber que o do Botafogo é o campo dos sonhos. Como o do delírio do primeiro prélio, o da foto, em maio de 1913.

(Este texto seria para um posfácio de um livro que será lançado a respeito dos 100 anos do estádio.

Mas não será por que não sou Botafogo.

Isso é Botafogo.

Nem sempre fácil de entender. Mas sempre respeitável e admirável.

Parabéns para o centenário General Severiano e para todas as patentes e estrelas.

Parabéns para todas as solidárias estrelas alvinegras que fizeram esta história linda como a geografia do Rio e de Botafogo.

P.S.: Queria dedicar estas palavras a um amigo que perdeu há um mês o amor da vida dele. O João Almeida. Acabei de saber da perda. Não tive palavras a ele. Mas como ele entende de vida, de Botafogo e, por tabela, de amor, sabe muito bem o que é uma paixão incondicional.

O que é um Botafogo.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Eu quero a Taça Rio também


O Tricolor foi escolhido como adversário ideal pelos torcedores do Botafogo que sonham em vingar derrota do ano passado



Com a expressiva vitória do Botafogo sobre o Resende por 5 a 0, em uma das semifinais do returno do Carioca, o time garantiu a classificação para a final da Taça Rio, desconhecendo, até então, quem seria o adversário.

Nessa condição, fizemos uma enquete entre os membros do Grupo BotafogoDePrimeira, no Facebbok, para saber qual o adversário preferido pelos torcedores na final, já que  um simples empate nesse jogo daria o título da Taça Rio ao clube e por conseguinte, do Campeonato Carioca de 2013 também.

Dentre as três opções propostas e mais duas acrescentadas pelos torcedores, saiu vencedora a que elegia o Fluminense como adversário preferido, com 75% dos votos.

Como se vê, a primeira alternativa - "Fluminense, pra devolver o placar do ano passado"- foi disparado a mais votada e isso já era esperado uma vez que a derrota sofrida pelo Bota no primeiro jogo da final do ano passado, por 4 a 1, está engasgada na garganta do torcedor até hoje. Ele enxerga nesse jogo uma excelente oportunidade de devolver aquela derrota que nos custou o Campeonato e de preferência, pelo mesmo placar.

A alternativa "Tanto faz, porque vamos atropelar quem vier" ficou em segundo lugar, com 21% dos votos, o que demonstra a confiança do torcer no time qualquer que seja o adversário. E mais ainda, que o mais importante para ele é o título em si não importando quem seja o adversário, depois do time ter feito a melhor campanha de todo o campeonato. 

A alternativa que apontava o Volta Redonda como adversário preferido teve votação desprezível o que demonstra, novamente, a confiança do torcedor na equipe. O resultado indica que eles desprezaram a possibilidade do adversário ser o time de menor investimento para que o título pudesse vir de forma, supostamente, mais tranquila. Pelo visto, Ele quer emoção!

Teve destaque ainda a alternativa acrescentada pelo torcedor que soa como um protesto contra o favoritismo do Flu apregoado pela "Mídia" em razão de ter, supostamente, o melhor elenco do Rio. A opção é válida e o protesto também já que o Bota é dono da melhor campanha e montou um grupo muito equilibrado, com jogadores versáteis, cascudos e jovens da base.

Temos no elenco os dois maiores destaques desse Carioca: Seedorf, como extra-classe que tem esbanjado categoria em todos os jogos e Lodeiro, que achou o seu espaço e engrenou de vez no campeonato, se tornando inclusive o artilheiro do time.

Antes da final em Volta Redonda, os adversários cumpriram compromissos ontem por outras competições. O Alvinegro pela Copa do Brasil, contra o CRB e o Tricolor, pela Libertadores, contra o Emelec.

Priorizando a conquista da Taça Rio e do Campeonato de forma direta já que foi campeão da Taça Guanabara, o Bota foi a Maceió com o time reserva e não passou de um empate sem gols num jogo ensosso e sem emoção. O time principal ficou no Rio, treinando e/ou descansando para a grande final.

Já o Fluminense foi à Guaiaquil, no Equador, com força máxima e saiu derrotado por 2 a 1, sem jogar bem. Vai ter que repensar a programação para o jogo de volta, no Rio, quarta-feira que vem, na tentativa de reverter o resultado desfavorável, quem sabe poupando os titulares no jogo decisivo do final de semana. Os duas delegações retornam ao Rio nessa sexta e na categoria "descanso", o Bota, que preservou os titulares do desgaste da viagem, sai na vantagem.

Agora é aguardar as escalações dos times e avaliar as condições de cada um para essa final, esperando que para nós Botafoguenses, seja a última desse esvaziado campeonato, porque a Copa do Brasil está aí batendo à porta e precisa de uma melhor atenção!

Saudações a todos!

Por Felipaodf/Botafogodeprimeira.com

quarta-feira, 1 de maio de 2013

JOGOS AO VIVO: LIBERTADORES E COPA DO BRASIL


Acompanhe os jogos da Libertadores e Copa do Brasil




























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Santa Cruz x Internacional Sportv3






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Por Botafogodeprimeira.com