segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dá pra acreditar? Amanhã tem mais...



No último post, antes do jogo contra o Unión Española, falávamos sobre a expectativa sobre a iminente classificação do Botafogo para a próxima fase. Era chegado o dia: Chegou o dia da classificação (clica no link e veja o post).

Triste ilusão. Apesar dos protestos contra os salários atrasados, os jogadores pregavam a união do grupo para avançar na competição. A torcida fez sua parte invadindo o Maraca com mais de 40 mil que empurraram o time para a vitória como vinha acontecendo nos jogos pela Liberta.

Uma vitória simples garantiria a classificação antecipada para a próxima fase e a liderança do Grupo 2, tirando o peso do próximo compromisso contra o San Lorenzo, em Buenos Aires.

O time foi recebido com festa e um mosaico "somos um só" que celebrava a união entre time e torcida, já que jogando no Maraca o time vinha mantendo um aproveitamento de 100%, com 3 vitórias.

Encaramos o desafio com três desfalques. Edilson, Gabriel e Ferreyra suspensos, ficaram de fora, entrando Lucas, Bolatti e Henrique em suas posições. Terminado o jogo, não se poderia prever que os titulares, mesmo não estando no melhor de suas formas, fariam tanta falta.

A expectativa era de que Henrique pudesse dar conta do recado, mesmo com características diferentes de El Tanque, que joga mais fixo na área. Com a nova formação, esperava-se uma movimentação intensa do meio pra frente com o intuito de envolver a defesa adversária. Para isso ainda contávamos com Bolatti que tem uma boa saída de bola além de chegar bem ao ataque. Pessoalmente, acreditava num bom desempenho de Lodeiro na distribuição das jogadas e em Jorge Wagner com chutes de fora da área. E porque não deu certo? Porque faltou o cara pra fazer o gol.

Lodeiro fracassou novamente na missão como vem acontecendo desde o início da temporada. Prendeu muito a bola e não deu sequência às jogadas. Errou a maioria dos arremates e passou longe daquele jogador do ano passado que marcava gols e sempre se destacava jogando ao lado de Seedorf e Rafael Marques.

Henrique, apesar de se esforçar para dar dinâmica ao ataque, passou o maior tempo longe da área onde deveria aparecer como referência, já que o time passou o tempo todo alçando bolas na área (41) como se lá estivesse o Ferreyra. Ordem do treinador ou desobediência tática? Ficamos 15 dias parados, supostamente preparando jogadas para surpreender o adversário e o que se viu foi um equívoco claro na estratégia e no posicionamento. Antes de ser substituído, o jogador teve uma chance rara na pequena área e conseguiu chutar em cima do goleiro.

Pela direita, esperava muito mais do Lucas que mostrou uma ansiedade descabida e se precipitou na conclusão da maioria das jogadas. Contrariado, devo admitir que o ímpeto de Edilson fez muita falta. Bolatti jogou dentro do esperado, chegando bem na frente mas nada acima do normal que pudesse mudar o panorama do jogo. No final também cansou e proporcionou alguns espaços por onde o Unión circulou com desenvoltura.

Hungaro desmontou a estrutura do time quando tirou Henrique, que já dava sinais de cansaço, e inventou o tal de Ronny na posição. O que já era ruim piorou muito. Resultado: sem achar seu lugar em campo, o jogador produziu vários momentos bizarros demonstrando total falta de preparo pra aguentar aquela pressão.

Pra aumentar o drama alvinegro o infeliz do arbitro marcou pênalti num desarme limpo de J. César dentro da área. O time se desesperou com o 1 a 0. O treinador, que não tinha opções no banco, resolveu colocar Daniel no lugar de M. Mattos, sem que o garoto tivesse feito uma única boa apresentação esse ano. Só notamos a modificação porque Bolatti teve que ser recuado e isso diminuiu mais ainda a pouca eficiência das jogadas de ataque.

De Wallyson nem falo nada porque, depois de um início fulminante na competição, não tinha nenhuma expectativa sobre sua atuação. Sumido no jogo esperando o tempo passar. A sensação é que o jogador esta guardando vaga para alguém que possa chegar. Zeballos, que já integra o elenco e Sheik, que pode fechar, são os candidatos.

Sorte pra nós no jogo complicado de Buenos Aires. Vamos precisar muito dela.


Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Chegou o dia da classificação




Com salários atrasados, os jogadores do Botafogo utilizaram os últimos dias de treino antes da partida contra o Unión Española para protestar contra a inércia da Diretoria que não consegue honrar seus compromissos como patrão. Ao mesmo tempo, esses mesmos jogadores pregam a união do grupo para avançar na Libertadores por profissionalismo e respeito à torcida depois das demonstrações de carinho e apoio ao time na competição.

O Glorioso enfrenta o time chileno nesta quarta-feira, às 19h45, num Maracanã repleto de alvinegros. A venda antecipada de ingressos já alcançou a marca de 25 mil, sem computar os sócios torcedores. É possível que coloquemos mais d 40 mil nesse jogo mantendo a melhor média de público na competição.

A mobilização dos torcedores pelas redes sociais é tão grande que a vitória é o único resultado admitido.Do jeito que ela vier, garante a classificação para 
as oitavas de final e a manutenção da liderança do Grupo 2 antes mesmo do compromisso complicado na última rodada contra o San Lorenzo, em Buenos Aires. 

A festa está garantida com a promessa de um novo mosaico a ser montado no setor sul das arquibancadas como ocorreu no jogo contra o Deportivo Quito, quando começou essa trajetória vencedora e garantimos a classificação para essa fase de grupos. Com a inscrição "O Gigante Voltou", a torcida surpreendeu o time na entrada em campo que, tomado pela emoção, jogou como um verdadeiro gigante. Incorporou o espírito da Libertadores e venceu. A expectativa agora é sobre a frase ou figura que vai pintar por lá, contra o Unión.

Essa condição confortável para decidir a classificação é resultado do bom desempenho da equipe no Maraca. Diante da torcida, o time mantem um aproveitamento de 100%, com 3 vitórias (Deportivo, San Lorenzo e del Valle). Fora, empatamos uma (1 a 1), justamente contra o adversário de hoje com um gol salvador de El Tanque já nos minutos finais da partida.

No jogo de hoje não vamos contar com Ferreyra que será substituído por Henrique, que joga mais fora da área. Dessa forma vamos precisar de uma intensa movimentação na frente para envolver a defesa adversária. Não só dos atacantes como também dos laterais e meias de ligação. Lucas substitui Edilson pela direita e Bolatti entra no lugar de Gabriel, que estão suspensos. Acredito num bom desempenho de Lodeiro na distribuição de jogo e na chegada de J. Wagner com chutes de fora da área. A saída de bola deve ganhar qualidade com a presença de Bolatti que costuma chegar bem ao ataque. Cabe ao cão-de-guarda Marcelo Mattos, que não tem um bom passe, manter posição à frente da zaga.

O Unión Española está invicto fora de casa e vem para o confronto com um time reforçado em relação ao jogo de Santiago. O atacante Canales e o meia Chávez são os destaques do time chileno e devem ser vigiados de perto. 

Confira os artistas do espetáculo.

Botafogo: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Bolatti, Jorge Wagner e Lodeiro; Wallyson e Henrique. Técnico: Eduardo Hungaro.

Unión Española: Sanchez, Currimilla, Ampuero, Berardo e Navarrete; Faravelli, Pavez, Chávez, Jaime e Campos; Canales. Técnico: José Luis Sierra.

Pra cima deles fogão!


segunda-feira, 17 de março de 2014

Noite de revanche



Na última quarta-feira o Botafogo fez contra Independiente del Valle sua terceira partida pelo Grupo 2 da Libertadores e perdeu por 2 a 1. Foi uma derrota inesperada apesar das dificuldades de se jogar na altitude de Quito e das más condições do campo, sem falar do destempero do peruano soprador de apitos que tumultuou o jogo ao expulsar Bolivar e Edilson e distribuir cartões amarelos para o Alvinegro a rodo. Mesmo assim, mantivemos a ponta da tabela somando os mesmos 4 pontos dos concorrentes Independiente-EQU e San Lorenzo-ARG que empatou com o Union Española-CHI.

Nessa terça-feira (18), o Glorioso volta a campo para enfrentar a equipe equatoriana no Maracanã com o espírito de revanche. Na sequência, o Alvinegro enfrenta o Unión Española também no Rio e fecha sua participação em Buenos Aires, contra o San Lorenzo. Precisamos vencer esses dois jogos em casa de e seguir tranquilos para o jogo contra os argentinos, já classificados. É imprescindível somar 10 pontos, consolidar a liderança do grupo e garantir vaga na próxima fase da competição.

Com desfalques anunciados na defesa (Edilson e Bolivar estão suspensos) e ainda sem apresentar um padrão de jogo confiável que lhes garanta o resultado, o time de Hungaro conta com o apoio da torcida pra vencer mais esse desafio como ocorreu contra o Deportivo Quito e San Lorenzo no Maraca. O apoio da torcida colocando mais de 77 mil nos dois jogos (a melhor média de público da competição) foi determinante para que o time encarasse os desafios com uma dose extra de vontade, partindo com determinação pra cima dos adversários até fazer o resultado .

Apesar da pouca procura na venda antecipada, a expectativa é que 40 mil alvinegros compareçam ao Maraca, façam a festa como é de praxe e ajudem o time a vencer mais esse compromisso. A força da nossa torcida se tornou a grande arma da equipe na competição. Sendo assim, lotar o Maracanã virou obrigação.

Foto: TEM QUE LOTAR, TORCIDA!

Daqui pra frente, cada jogo é uma final!! Amanhã já temos a primeira pela frente e não podemos deixar de empurrar nosso time em momento nenhum, Fogão!! 

CURTE, quem vai estar presente no MARACA!

Hungaro deve mandar a campo a seguinte equipe: Jefferson; Lucas, Dankler, Dória e Julio César; Marcelo Mattos e Gabriel; Jorge Wagner, Lodeiro; Wallyson e El Tanque Ferreyra. Vamos que vamos...