sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Uma semana pra (não) esquecer





Eh galera, o nosso Botafogo está vivendo uma semana daquelas de tirar o fôlego. Virou alvo preferido da imprensa que passou a despejar uma enxurrada de notícias ruins sobre a situação do clube e, por incrível que pareça, nenhuma delas inventada. Uma verdadeira dose pra mamute para a pouca paciência do torcedor (não, Mamute não) que vê seu orgulho ferido diante de tantos desmandos da atual administração. Com o caos financeiro instalado, o risco de debandada dos jogadores é real.

Não bastasse a derrota no último domingo para o lanterna do campeonato, tivemos que conviver com um bombardeio diário de escândalos e previsões cabalísticas sobre o fim do clube, que ao que parece, não tem prazo pra acabar. Depois da inoportuna faixa dos jogadores revelando às chagas dos atraso salariais em rede nacional, em campo o time não teve forças pra sequer empatar com seu maior rival num Maracanã quase que totalmente tomado por eles. Ressuscitamos um moribundo e com isso nos colocamos numa posição vulnerável na tabela, com risco de ocuparmos o lugar na zona, que é deles.

Não bastasse as consequências danosas dessa derrota, fomos surpreendidos pela notícia de que uma empresa familiar do presidente leva 5% de comissão sobre o contrato do principal patrocinador do clube, com vultosos ganhos desde 2010. O que era uma desconfiança da torcida sobre desvios de dinheiro e de conduta da alta administração, começa a se revelar como pura realidade. A incipiente Oposição e o Conselho Deliberativo despertaram do estado de letargia em que se encontravam e, supostamente indignados, marcaram reunião extraordinária para discutir o assunto. A Oposição quer o impeachment do presidente e o Conselho, explicações.

Diante desse caos político-administrativo, duas luzes se acendem no final do túnel. A primeira, com o acordo entre governo e congresso para votar, com a urgência devida, o projeto de refinanciamento das dívidas dos clubes o que beneficiaria o Botafogo de imediato, depois do omisso presidente choramingar as mágoas diante da Presidenta ameaçando, inclusive, retirar o clube do campeonato. A aprovação permitiria que o clube voltasse a ter gerência sobre suas rendas, hoje bloqueadas, e buscasse novos investidores. A segunda, com a marcação pelo TRT (dia 7), da votação do recurso do clube para voltar ao Ato Trabalhista e retomar o pagamento das dívidas trabalhistas segundo um novo acordo (R$ 900 mil dos direitos de TV, por 10 anos até a quitação) e não com a totalidade de seus recursos, hoje penhorados em 100% pelo órgão, para quitar as dívidas com ex-empregados.



E hoje, para piorar, enfrentaremos o Cruzeiro - um time acertado, campeão brasileiro e líder do campeonato. Seja o que Deus quiser, mas como torcedor tenho esperanças que consigamos um grande resultado para amenizar parte dessas agruras. 

O atacante Rogério, que veio do Náutico, fará sua estreia ao lado de Sheik e Edilson, que não foi bem contra o Flamengo, será deslocado para o meio, entrando Lucas na lateral. Sendo assim, o Alvinegro deve entrar em campo com a seguinte formação: Jefferson, Lucas, Bolívar, Dória e Junior Cesar; Bolatti, Gabriel, Edílson e Carlos Alberto; Rogério e Emerson.

O Botafogo ocupa o 
13º lugar, com 12 pontos, em 12 rodadas. 

Por @Felipaodf/Botafogodeprimeira.com